A lira é, pois, tentativa / de encontrar a melodia, / da qual, suponho, deriva / esta minha distintiva, / básica cacofonia.

Mittwoch, 21. Dezember 2011

Wilhelm Busch: "Max und Moritz" / "Juca e Chico"



Erster Streich

Primeira travessura



Mancher gibt sich viele Müh‘
mit dem lieben Federvieh;
einesteils der Eier wegen,
welche diese Vögel legen;
zweitens: weil man dann und wann
einen Braten essen kann;
drittens aber nimmt man auch
ihre Federn zum Gebrauch
in die Kissen und die Pfühle,
denn man liegt nicht gerne kühle. –


Muitos são bem esforçados
com seus bichos emplumados:
uma causa são os ovos
postos, todo dia, novos;
outra, porque em feriados
dão-nos eles bons assados;
mas também devido às penas
p’ra almofadas às dezenas,
pois ninguém muito aprecia
recostar-se em cama fria. – 




Seht, das ist die Witwe Bolte,
die das auch nicht gerne wollte.

Aqui está a viúva Lia
que tampouco tal queria.




Ihrer Hühner waren drei
und ein stolzer Hahn dabei. –
Max und Moritz dachten nun:
Was ist hier jetzt zu tun? –
Ganz geschwinde, eins, zwei, drei,
schneiden sie sich Brot entzwei,
in vier Teile, jedes Stück
wie ein kleiner Finger dick.

Três galinhas ela tinha,
mais um galo almofadinha. –
Juca e Chico, bem depressa,
maquinaram uma peça. –
Cortam bem de supetão
quatro matacões de pão;
cada um destes é, sozinho,
da grossura de um mindinho.




Diese binden sie an Fäden,
übers Kreuz, ein Stück an jeden,
und verlegen sie genau
in den Hof der guten Frau. –

Quatro tecos amarrados
a cordões entrecruzados
eles deitam, em folia,
no quintal da boa Lia. – 




Kaum hat dies der Hahn gesehen,
fängt er auch schon an zu krähen:
Kikeriki! Kikikerikih!! -
Tak, tak, tak! – da kommen sie.

O galo, é só isto olhar,
põe-se já a cocoricar:
– Cocorocó! Cocorococó!! –
E elas vêm que até dão dó. 




Hahn und Hühner schlucken munter
jedes ein Stück Brot hinunter.

Todos quatro não se acanham,
com o bico o pão apanham.




Aber als sie sich besinnen,
konnte keines recht von hinnen.


Quando dão por seu azar,
já não dava p’ra escapar.





In die Kreuz und in die Quer
reißen sie sich hin und her,

Num completo bafafá,
puxam p’ra lá e p’ra cá, 




flattern auf und in die Höh‘,
ach herrje, herrjemine!

esvoaçam em pavor,
ai, meu Deus, ai, ai que horror! 




Ach, sie bleiben an dem langen,
dürren Ast des Baumes hangen. –
Und ihr Hals wird lang und länger,
ihr Gesang wird bang und bänger;

Ai, ai, ficam enganchados
num dos galhos ressecados,
seus pescoços se esticando,
seu cantar se amedrontando; 




jedes legt noch schnell ein Ei,
und dann kommt der Tod herbei. –

põe cada uma um ovo ainda,
e, depois, a morte os finda. – 




Witwe Bolte in der Kammer
hört im Bette diesen Jammer.



A viúva, que dormia,
ouve os gritos de agonia.




Ahnungsvoll tritt sie heraus:
ach, was war das für ein Graus!



Com um mau pressentimento,
sai à porta: ai, que tormento!




„Fließet aus dem Aug‘, ihr Tränen!
All mein Hoffen, all mein Sehnen,
meines Lebens schönster Traum
hängt an diesem Apfelbaum!“



«— Chorem, olhos meus! Pranteio
o meu sonho, o meu anseio
e esperança derradeira,
pendurada à macieira!»




Tiefbetrübt und sorgenschwer
kriegt sie jetzt das Messer her;
nimmt die Toten von den Strängen,
dass sie so nicht länger hängen.



De tristeza quase cega,
ela, agora, a faca pega;
os barbantes ela corta,
livrando a família morta.




Und mit stummen Trauerblick
kehrt sie in ihr Haus zurück. –



Numa dor, a qual a arrasa,
Dona Lia volta à casa. –




Dieses war der erste Streich,
doch der zweite folgt sogleich.



Foi essa a primeira peça,
mas uma outra vem depressa.









Wilhelm Busch: "Max und Moritz" / "Juca e Chico"


Max und Moritz
Eine Bubengeschichte
in
sieben Streichen

von
Wilhelm Busch

Juca e Chico
História de dois meninos
em
sete travessuras

traduzido por
Anna Flores



Vorwort

Prefácio



Ach, was muss man oft von bösen
Kindern hören oder lesen!
Wie zum Beispiel hier von diesen,

Ah, são tantos os relatos
de moleques maus e chatos!
Como destes mal-criados,




welche Max und Moritz hießen,
die, anstatt durch weise Lehren
sich zum Guten zu bekehren,
oftmals noch darüber lachten
und sich heimlich lustig machten. –

Juca e Chico apelidados,
que, ao invés de ouvir conselhos,
p’ra não serem maus fedelhos,
dos sermões até troçavam
e, escondidos, debochavam. –



Ja, zur Übeltätigkeit,
ja, dazu ist man bereit! –
Menschen necken, Tiere quälen,
Äpfel, Birnen, Zwetschen stehlen –
das ist freilich angenehmer
und dazu noch viel bequemer,
als in Kirche oder Schule
festzusitzen auf dem Stuhle.
Aber wehe, wehe, wehe!
wenn ich auf das Ende sehe! –
Ach, das war ein schlimmes Ding,
wie es Max und Moritz ging. –
Drum ist hier, was sie getrieben,
abgemalt und aufgeschrieben.

É que p’ra fazer maldade,
nunca falta-se vontade! –
Pregar peças, afanar
frutas, bichos maltratar –
claro, é bem mais agradável
e também mais confortável
que sermão do bom pastor
ou lição do professor. –
Mas, porém, ai, ai, cuidado!
quando se olha o resultado! –
Ah, o fim deles foi bem triste
e acabou com todo chiste. –
Cá estão suas diabruras,
pois, em versos e gravuras.



Wilhelm Busch: "Max und Moritz" / "Juca e Chico"





Zweiter Streich / Segunda travessura
Dritter Streich / Terceira travessura
Vierter Streich / Quarta travessura
Fünfter Streich / Quinta travessura
Sechster Streich / Sexta travessura
Letzter Streich / Última travessura
Schluss / Conclusão

Wissenswertes zu Max und Moritz / Um pouco sobre Juca e Chico
Zur Übersetzung / Sobre a tradução


O Livro do Melro

na íntegra 



I – Linhas e traços
 
As linhas da tua fala
causam-me forte vertigem;
os seus traços mesmo me afligem:
a tua fala me abala.

As linhas da tua face,
ocultando-se, aparecem;
seus traços meu olhar aquecem:
tua face nele nasce. – –

Linhas e traços se exalam
de mim, a ti querendo ir; –
eu não lhes permito partir,
e eles, pois, sempre se calam.

(30/01/2011)
© Anna Flores




II – Emoção vária
 
À espera de linhas e traços,
vou desejando e vou temendo...
Uma coisa que eu não entendo:
desejo e temor são pedaços
que, em um todo, vão convivendo... –

Sou eu mesmo a destinatária?
Quem dera eu a fosse, quem dera... –
Mas, se eu a for, tudo se altera – –
E, ao meu peito, esta emoção vária
ora toca, ora dilacera.

(02/02/2011)
© Anna Flores




III – Faca aberta
 
Vou caminhando novamente
ao perigo da faca aberta;
e à minha queda mais que certa,
vou temerosa, e vou contente.

Ainda é tempo de escapar,
e de esquivar-me à tua hipnose,
a esta emoção que me descose,
e que me dá e me tira o ar. – –

Sigo adiante? volto atrás?
Pensar eu já não mais consigo...
Estou perdida, meu amigo,
ora tímida e ora audaz:
desejo de novo ter paz?
desejo perder-me contigo...?

(07/02/2011)
© Anna Flores




IV – Faca fechada
 
A faca fechou-se agora:
grande alívio... grande pena...
Nenhuma linha me acena,
e nenhum traço se aflora,
não mais; foi-se tudo embora:
o que enleva, o que aliena.

(08/02/2011)
© Anna Flores




V – O Melro e a Castanheira
 
Quem tem Melro, não precisa
do canto do Rouxinol:
quem ouve o Melro, divisa,
já bem cedo, a doce brisa
que é filha da luz do Sol.

O Rouxinol só vem tarde,
quando tudo já está bem:
Rouxinol, és um covarde,
pois, quando o frio ainda arde,
tu não consolas ninguém.

À Castanheira doente
e despida ao vento frio,
tu, Melro, cantas, urgente,
e a Castanheira em si sente
um raio de Sol, macio.

(08/02/2011)
© Anna Flores




VI – Tantos Medos, tantos Laços
 
Tantas linhas, tantos traços,
tanta vida e emoção;
tanta dor, tanta afeição,
tantos medos, tantos laços.

(09/02/2011)
© Anna Flores




VII – Entre nós dois
 
Aí estás tu, aqui estou eu,
e entre nós dois, não há nada:
a distância é superada,
e quase já se abateu
aquele receio meu.

(10/02/2011)
© Anna Flores




VIII – Sono, Sonho e Desejo
 
Colho agora com os meus dedos,
da minha fronte, sono e sonho;
e, na tua fronte, eu os ponho,
e tu esqueces dores e medos...

Os teus olhos vão se fechando,
nos lábios, um tênue sorriso,
enquanto eu tua fronte aliso,
a ti meu sono e sonho dando. –

É este meu sonho e desejo:
será que minha mão alcança
tua fronte sempre em andança
que bem e mal eu entrevejo?

(11/02/2011)
© Anna Flores




Pigs On The Wing Parts One & Two

Pink Floyd
Animals (1977)

Pigs On The Wing Part One

If you didn't care what happened to me,
And I didn't care for you,
We would zig zag our way through the boredom and pain,
Occasionally glancing up through the rain,
Wondering which of the buggers to blame,
And watching for pigs on the wing.

Pigs On The Wing Part Two

You know that I care what happens to you,
And I know that you care for me too.
So I don't feel alone
Of the weight of the stone,
Now that I've found somewhere safe
To bury my bone.
And any fool knows a dog needs a home,
A shelter from pigs on the wing.

© Pink Floyd lyrics are property and copyright of their owners
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(16/02/2011)




Tangled Up In You

Staind
The Illusion of Progress (2008)

You're my world
The shelter from the rain
You're the pills
That take away my pain
You're the light
That helps me find my way
You're the words
When I have nothing to say

And in this world
Where nothing else is true
Here I am
Still tangled up in you
I'm still tangled up in you
Still tangled up in you

You're the fire
That warms me when I'm cold
You're the hand
I have to hold as I grow old
You're the shore
When I am lost at sea
You're the only thing
That I like about me

And in this world
Where nothing else is true
Here I am
Still tangled up in you
I'm still tangled up in you

How long has it been
Since this storyline began
And I hope it never ends
And goes like this forever

In this world
Where nothing else is true
Here I am
Still tangled up in you
Tangled up in you
I'm still tangled up in you
Still tangled up in you

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(17/02/2011)




Auflösen

Die Toten Hosen / Birgit Minichmayr
In aller Stille (2008)

Wenn du zur Nacht kommst,
und alles um uns still wird,
und du nur noch Atem für mich bist,
weiß ich, dass uns nichts passieren kann,
in diesem Moment.

Ich habe nichts zu fragen,
ich habe nichts zu sein,
wenn ich in deine Tiefe versunken bin,
als ob von ihr nichts übrig bleibt,
so fühl ich mich.

Wenn wir uns jetzt auflösen,
sind wir mehr als wir jemals waren.
So wollen wir uns bleiben,
nach diesem Tag.

Wenn du bei Tag bleibst
und du mir nichts versprichst,
vergrabe ich mein Herz in dir,
und es kann alles passieren,
in diesem Moment.

Gib mir alle Namen,
gib mir alle Zeit.
Solang' wir sind, gehen wir nie zurück,
vom Augenblick zur Ewigkeit
ist's nur ein Stück

Wenn wir uns jetzt auflösen,
sind wir mehr als wir jemals waren.
So wollen wir uns bleiben,
nach diesem Tag.

Wenn wir uns jetzt auflösen,
sind wir mehr als wir jemals waren.
So wollen wir uns bleiben,
nach diesem Tag.

Wenn wir uns jetzt auflösen,
sind wir mehr als wir jemals waren.
So wollen wir uns bleiben.

© Die Toten Hosen lyrics are property and copyright of their owners
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(17/02/2011)




Poema de amor V

Pablo Neruda
20 Poemas de amor y una canción desesperada (1924)

Para que tú me oigas
mis palabras
se adelgazan a veces
como las huellas de las gaviotas en las playas.

Collar, cascabel ebrio
para tus manos, suaves como las uvas.

Y las miro lejanas mis palabras.
Más que mías son tuyas.
Van trepando en mi viejo dolor como las yedras.

Ellas trepan así por las paredes húmedas.
Eres tú la culpable de este juego sangriento.

Ellas están huyendo de mi guarida oscura.
Todo lo llenas tú, todo lo llenas.

Antes que tú poblaron la soledad que ocupas,
y están acostumbradas más que tú a mi tristeza.

Ahora quiero que digan lo que quiero decirte
para que tú las oigas como quiero que me oigas.

El viento de la angustia aún las suele arrastrar.
Huracanes de sueños aún a veces las tumban.
Escuchas otras voces en mi voz dolorida.
Llanto de viejas bocas, sangre de viejas súplicas.
Ámame, compañera. No me abandones. Sígueme.
Sígueme, compañera, en esa ola de angustia.

Pero se van tiñendo con tu amor mis palabras.
Todo lo ocupas tú, todo lo ocupas.

Voy haciendo de todas un collar infinito
para tus blancas manos, suaves como las uvas.

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(17/02/2011)




Eclipsed

Evans Blue
The Melody and the Energetic Nature of Volume (2006)

We love our tragedies.
We're both broken in our own little ways.
We're broken, but we fit together just right.
You know I saw the black inside your eyes,
I saw they were eclipsed by mine and they looked just right.

[Chorus:]
When our lips meet, will you know me then?
And will you want to know it?
It feels like I've known you for so long.
When our lips meet, will you want me then?
And will you ever know it?
It seems like you've known me for so long.

I love your analogies.
We're both crazy in our own little ways.
We talk about the future and our past lives.
I know I loved you then.
I know I'd love you now.
I know I'll love you then.
I know I love you now.

[Chorus]

But you can't have everything you want when you want it.
I will be everything you want, when you want it.

Wait for me.
Trust for me.
Fall for me.
Even when you don't know you're falling for me.
Will you fall for it?
If it should, it'll come around again.
But don't wait for me.
And don't trust in me.
Don't fall for me.
Even when you know you're falling for me.

[Chorus]

When our hearts meet, will we make it then?
Will we even notice that they are eclipsed?

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(17/02/2011)




IX – O oculto revelando-se
 
Jamais avistei tua face,
só em sonho que estive contigo,
só em sonho existe nosso enlace:
não te conheço, meu amigo. –

Eu avisto sempre o teu rosto,
avisto-te até pelo avesso,
o enlace é real, não suposto:
desde sempre que eu te conheço.

(02/2011 & 07/05/2011)
© Anna Flores




Strange & Beautiful (I'll Put A Spell On You)

Aqualung
Strange and Beautiful (2005)

I've been watching your world from afar,
I've been trying to be where you are,
And I've been secretly falling apart, unseen.
To me, you're strange and you're beautiful,
You'd be so perfect with me, but you just can't see,
You turn every head but you don't see me.

I'll put a spell on you,
You'll fall asleep and I'll put a spell on you.
And when I wake you,
I'll be the first thing you see, lyric's top
And you'll realise that you love me.

Yeah...
Yeah...

Sometimes, the last thing you want comes in first,
Sometimes, the first thing you want never comes,
And I know, the waiting is all you can do,
Sometimes...

I'll put a spell on you,
You'll fall asleep,
I'll put a spell on you,
And when I wake you,
I'll be the first thing you see,
And you'll realise that you love me.

I'll put a spell on you,
You'll fall asleep 'cos I'll put a spell on you,
And when I wake you,
I'll be the first thing you see,
And you'll realise that you love me, yeah...

Yeah...
Yeah...
Yeah...
Yeah...

© Aqualung lyrics are property and copyright of their owners
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(24/02/2011)




Green Eyes

Coldplay
A Rush of Blood to the Head (2002)

Honey, you are a rock
Upon which I stand.
And I came here to talk,
I hope you understand.

The green eyes, yeah, the spotlight, shines upon you
And how could anybody deny you?

I came here with a load,
And it feels so much lighter now I met you.
And honey, you should know
That I could never go on without you.
Green eyes.

Honey, you are the sea
Upon which I float.
And I came here to talk,
I think you should know.

The green eyes, you're the one that I wanted to find.
And anyone who tried to deny you, must be out of their mind.

Because I came here with a load,
And it feels so much lighter since I met you.
Honey, you should know
That I could never go on without you.
Green eyes, green eyes
Oh oh oh oh [x4]

Honey, you are a rock
Upon which I stand.

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(04/03/2011)




Romeo and Juliet

Dire Straits
Making Movies (1980)

A lovestruck Romeo sings a streetsuss serenade,
Laying everybody low with a lovesong that he made.
Finds a convenient streetlight, steps out of the shade,
Says something like: “You and me babe how about it?”

Juliet says: “Hey, it's Romeo, you nearly gimme a heart attack.”
He's underneath the window, she's singing: “Hey la, my boyfriend's back.
You shoudn't come around here singing up at people like that.
Anyway, what you gonna do about it?”

Juliet, the dice were loaded from the start.
And I bet and you exploded in my heart.
And I forget, I forget the movie song.
When you gonna realize it was just that the time was wrong, Juliet?

Come up on different streets, they both were streets of shame,
Both dirty, both mean, yes, and the dream was just the same.
And I dreamed your dream for you and now your dream is real.
How can you look at me as I was just another one of your deals?

When you can fall for chains of silver, you can fall for chains of gold,
You can fall for pretty strangers and the promises they hold.
You promised me everything. you promised me thick and thin.
Now you just say: “Oh Romeo, yeah, you know, I used to have a scene with him.”

Juliet, when we made love, you used to cry,
You said: “I love you like the stars above, I'll love you till I die.”
There's a place for us, you know, the movie song.
When you gonna realize it was just that the time was wrong?

I can't do the talk like they talking on the TV.
And I can't do a love song like the way its meant to be.
I can't do everything, but I'd do anything for you.
I can't do anything, except be in love with you.

And all I do is miss you and the way we used to be.
All I do is keep the beat and bad company.
All I do is kiss you through the bars of a rhyme.
Juliet, I'd do the stars with you any time.

Juliet. when we made love, you used to cry.
You said: “I love you like the stars above, I'll love you till I die.”
There's a place for us, you know, the movie song.
When you gonna realize it was just that the time was wrong?

A lovestruck romeo sings a streetsuss serenade,
Laying everybody low with a lovesong that he made,
Finds a convenient streetlight, steps out of the shade,
Says something like: “You and me babe, how about it?”

© Dire Straits lyrics are property and copyright of their owners
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(08/03/2011)




Schreibe dir

Clueso
So sehr dabei (2008)

Ich schreib auf Geschwindigkeit Wörter, federleicht
und lass Gedanken phantasiern.
Ich zieh den Vorhang auf,
Menschen lachen laut
und fang an zu balanciern.
Ich stell die Schatten scharf,
bring Licht in diesen Tag,
tanz auf den Dächern dieser Zeit.
Bin derselbe, trotzdem fremd
für jeden der mich kennt.
Kaum einer weiß bescheid.

Ich sitz einfach hier
ohne ein leisen Hauch,
zu wissen, was passiert.
Und ich schreibe dir,
ich denke mir nichts aus,
nur nach, wie ich es formulier.

Umrahm das Bild in dem ich tauch,
mach mir Luft und atme auf
und nehm den Sonnenaufgang mit.
Verträumt mal ich mir aus,
wie du jedes Wort durchschaust.
Bewach den Tag mit stolzem Blick,
leg die Hände auf Papier,
ein Geheimnis ab bei dir,
in der Hoffnung dass du es erkennst.

Ich sitz einfach hier
ohne ein leisen Hauch,
zu wissen, was passiert.
Und ich schreibe dir,
ich denke mir nichts aus,
nur nach, wie ich es formulier.

Wie ich es formulier.

© Clueso lyrics are property and copyright of their owners
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(20/03/2011)




X – Dar flores
 
Serei como a Castanheira
doente no pátio estreito:
ela não busca o perfeito,
mas seu mal não é barreira:
deu tantas flores, ligeira,
tirando do Sol proveito,
pois viver é seu preceito,
crescendo à sua maneira.

Também quero assim viver,
a despeito do meu mal
e do meu medo abismal
que a mim sempre quer tolher;
também quero assim crescer,
dando flores, afinal,
que tu, que és o meu igual,
possas de mim vir colher.

(06/05/2011)
© Anna Flores




XI – Carpinteiro descamisado
 
Eu já deixei de me espantar
que tudo no mundo conspire
para que eu sempre pense em ti:
se não é o Melro a me indagar,
é a Castanheira que me inquire:
“Não o sentes aqui e ali?”

Carpinteiro descamisado,
em alturas vertiginosas,
que vejo da minha sacada,
és parte do esquema arranjado
de cabalas imperiosas
p’ra que eu seja sempre lembrada
de outro carpinteiro, anjo, alado,
cujas palavras me são rosas,
e por quem anseio calada.

(10/05/2011)
© Anna Flores




XII – Contradizendo-te
 
Tu disseste-me: “O que importa
é só que tu estejas bem.”
Digo-te: “Só me conforta
se o bem-estar se transporta
e se tu estás bem também.”

Disseste-me: “Que o Sol brilhe,
brilhe para ti somente.”
Digo: “Que ele se partilhe
e em teu coração se empilhe
e, assim, minha paz invente.”

Também me disseste, amigo,
disseste: “É bom que tu existes.”
“Só se eu existir contigo
e tu existires comigo
que findam meus dias tristes.”

(11/05/2011)
© Anna Flores




XIII – Beijo através de grades
 
Ver-se de repente forçado
a dissimular seu afeto,
é querer grafar um recado
urgente, talvez esperado,
tendo esquecido o alfabeto.

Quero falar-te das saudades
de reencontrar-te em nosso sonho,
e só o que posso de verdade
é “beijar-te através das grades
das rimas” que p’ra ti componho.

(16/05/2011)
© Anna Flores

And all I do is miss you and the way we used to be,
And all I do is keep the beat, the bad company,
And all I do is kiss you through the bars of a rhyme,
Juliet, I’d do the stars with you any time.
(Dire Straits, Romeo and Juliet, Making Movies, 1980)





XIV – Cabala ou amor?
 
Será a cabala que persiste
de eu ver carpinteiros cantando
justamente no dia quando
tu teu canto me transmitiste?

E é cabala e maquinação
de um deus jocoso, zombador,
ou será somente o amor
que preenche o meu coração?

(11/05/2011)
© Anna Flores




XV– A esperança é um luxo
 
A esperança é, no entanto, um luxo
que não me posso permitir:
um laivo dela só debuxo,
e os fios de minha ânsia puxo
para meu amor reprimir.

(11/05/2011)
© Anna Flores




XVI – Contigo aprendi a fazer mágica
 
Foi contigo, meu bem e amor,
que a fazer mágica aprendi:
é com a luz que encontro em ti,
que crio fé do meu temor.

O meu temor é uma doença
que me corrói o coração,
que me impõe lógica e razão,
e a ti e a mim só dor dispensa.

Minha fé é um simples desejo
quase privado de esperança;
expectativa alguma avança,
e a exigir não mais almejo. –

Criando fé do meu temor,
seria eu pronta para ti;
mas foi só tarde que aprendi
a mágica de luz e amor.

(12/05/2011)
© Anna Flores




XVII – Desvanecer ou permanecer
 
Desejas tu que eu desvaneça,
deixando-te por fim em paz?
serei-te estorvo, meu rapaz,
um entrave à tua cabeça?

Desejas tu que eu permaneça,
findando toda reticência?
será ‘sta minha benquerência
remédio que te fortaleça?

Queres estar comigo ou sem? –
Seja qual for tua resposta,
espero-a sem pressa e composta,
querendo só o que te faz bem.

(15/05/2011)
© Anna Flores




XVIII – Parece
 
Pareces querer que eu fique sim,
muito embora também tenhas medo.
Sim, meu anjo, segura-te a mim,
que eu não te largarei mais tão cedo.

(17/05/2011)
© Anna Flores




XIX – Como te amo agora
 
Gosto de como te amo agora
que fiquei pequena de novo,
que ficou menor o meu povo,
e que o meu desejo só aflora
quieto e liso, como um ovo.

É como um ovo meu desejo,
ou talvez como uma semente,
à espera, serena e dormente,
que lhe tragas água em teu beijo
e Sol em teu olhar candente. –

Não sei se o ovo irá vingar,
se a semente irá florescer;
sei que quero te pertencer,
e que gosto de assim te amar...
– talvez por eu acreditar
que eu possa assim o merecer.

(21/05/2011)
© Anna Flores




XX – A placidez da represa
 
No fundo, meu desejo tem
só a placidez de uma represa:
aos paramentos sempre vem
bater a forte correnteza;
sua rota ela sabe bem:
é logo ali, só um pouco além
de onde alcança sua destreza. –

Este rio era livre outrora,
quando se confluía ao teu;
antes de tu ires embora,
quando eu era tua e tu meu. –
Letárgico está ele agora,
esperando a mão salvadora
romper a prisão que ela ergueu.

(28/05/2011)
© Anna Flores




XXI – Confluência
 
Nossos rios confluindo?:
uma doce fantasia:
confluência não havia,
era somente eu fingindo.

Nossos rios bem corriam
quase sempre paralelos,
e, entre nós dois, eram belos
os sonhos que se teciam.

Mas corria à confluência
o meu com tanta presteza,
que tu sentiste a urgência
de construir a represa.

(28/05/2011)
© Anna Flores




XXII – O princípio
 
E o meu desejo talvez seja
só um princípio em que eu adejo:
que ele te queira é porque enseja
deixar de ser mero desejo. –

O que só é chama onde há vela,
solo só onde há violão,
paisagem só se houver janela,
se tal não há, é só noção.

O que é macio só se há dedo,
e só numa coche é boleia,
ama solitário, em segredo,
e o amado é só uma ideia.

(29/05/2011)
© Anna Flores




XXIII – Mudez
 
Se crês meus traços imersos
em minha longa mudez,
procura-me nos meus versos,
que, em seus sentidos dispersos,
tu ver-me-ás com nitidez.

(29/05/2011)
© Anna Flores




XXIV – O Branco
 
Eu quero falar-te em prosa,
tento e tento e mal consigo;
falei-te em verso, ansiosa
que esta palavra morosa
te alcançasse, meu amigo.

Mas que seja em prosa ou verso,
fico agora sem resposta:
é só a este Branco adverso,
em que te encontras submerso,
que me vejo agora exposta. –

Mas, não te alarmes, meu anjo,
se há mágoas que em mim se apuram:
estas mágoas eu constranjo,
“minha pele eu rearranjo,
– estas cicatrizes curam.”

(19/06/2011)
© Anna Flores

 Leave me, I'll shed my skin, these scars will mend.
Don't worry about me, that heart is supposed to bleed.
(10 Years, Fault Line, The Autumn Effect, 2005)




XXV – Ao Oeste
 
Em cada palavra tua,
sempre houve um adeus ou dois:
vi-me sozinha na rua,
vi-te negares-me a Lua,
e também a ti, depois.

Vi sem querer dar-me conta
que o sonho era somente isto:
sonho a que eu estava pronta,
mas que era apenas a ponta
de embuste já antes visto. –

Mas, meu anjo, eu sou-te grata
pela crença que me deste
e esta afeição insensata
que hoje ainda me arrebata,
atraindo-me ao Oeste.

(23/06/2011)
© Anna Flores




XXVI – O mal chamado fantasia
 
Sim, eu vi, mas não percebi,
e precisei de mil recusas:
de mil silêncios careci,
e de mil desculpas difusas.

Mas, por fim, a minha mente
viu o que o coração não via:
que o meu desejo era doente
do mal chamado fantasia.

(23/06/2011)
© Anna Flores




Quote

Evans Blue
The Melody and the Energetic Nature of Volume (2006)

Quote, you are my soul, unquote.
Now, does that sound familiar?
Kiss the boy and make him feel this way.

Quote, well, this is me, unquote.
You have been so ugly your entire life.
So, why change now?

Is this how you want to go down
Right before my eyes?
You are the saddest sight I know.
You're quiet, you never make a sound,
But here, inside my mind, you are the loudest one I know.

Quote, we never talk, unquote.
And that’s when I don't answer.
Don't you dare ask why
Because you don't want to know?

Quote, well, woe is me, unquote.
How different I've become?
And no one understands, my dear, no one really cares.

Is this how you want to go down
Right before my eyes?
You are the saddest sight I know.
And you're quiet, you never make a sound,
But here, inside my mind, you are the loudest one I know.

And you were right, right from the start:
It took everything you had, but you finally broke my...

And now the old things will pass away,
I saw your light once.
Did you see mine?
But not all things will pass away.
You turned your light off,
So I turned mine, away from your sadness,
Away from the nothingness you feel for me.

Is this how you want to go down
Right before my eyes?
You are the saddest sight I know.
You're so quiet and you never make a sound,
But here, inside my mind, you are the loudest one I know.

And you were right, right from the start:
It took everything you had, but you finally broke my ...

Quote, hey listen, 'cause I'll only say this once:
I finally found the words
That mean enough to me:
Good bye, my soul, unquote.

© Evans Blue lyrics are property and copyright of their owners
and are provided here for personal use only.

(24/06/2011)





Watch Over You

Alter Bridge
Blackbird (2007)

Leaves are on the ground,
Fall has come,
Blue skies turning grey,
Like my love.

I tried to carry you,
And make you whole,
But it was never enough,
I must go.

Who is gonna save you
When I'm gone?
And who'll watch over you
When I'm gone?

You say you care for me,
But hide it well.
How can you love someone
And not yourself?

Who is gonna save you
When I'm gone?
And who'll watch over you
When I'm gone?

And when I'm gone,
Who will break your fall?
Who will you blame?

I can't go on
And let you lose it all.
It's more than I can take.
Who'll ease your pain,
Ease your pain?

Who is gonna save you
When I'm gone?
And who'll watch over you
When I'm gone?

Who is gonna save you when I'm gone?
Who'll watch over you?
Who will give you strength when you're not strong?
Who'll watch over you when I've gone away?

Snow is on the ground,
Winter’s come.
You long to hear my voice,
But I'm long gone.

© Alter Bridge lyrics are property and copyright of their owners
and are provided here for personal use only.

(24/06/2011)




XXVII – Benfeitoria
 
Havia uma rosa-brava
em um jardim esquecido.
Tu não bateste à aldrava:
entraste sem ser pedido.

Ela estava quase extinta
de tanta doença e mágoa.
Tu cuidaste da faminta:
deste-lhe luz, deste-lhe água.

A roseira, então, floriu,
nunca havia assim florido.
Isto teu olho mal viu:
pois tu já te havias ido.

Pensou em não mais florir
a roseira abandonada:
“— Se o benfeitor não me vir,
florir não me vale nada.”

Mas a florir prosseguiu
em sua aresta sombria:
o benfeitor se esvaiu,
mas não a benfeitoria.

(17/07/2011)
© Anna Flores